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AGOSTO 2025

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Agosto é mês vocacional. No primeiro domingo de agosto celebramos a vocação sacerdotal (dos diáconos, padres e bispos); o segundo domingo é dedicado à vocação matrimonial e familiar, com atenção especial aos pais (dia dos pais); no terceiro domingo rezamos com os religiosos e religiosas; no quarto domingo lembramos os vários ministérios e serviços na Igreja; no quinto domingo rezamos pelos catequistas.

Quando ouvimos a palavra “vocação”, logo a entendemos num sentido geral, como sendo uma inclinação, um talento, uma qualidade de uma pessoa para determinada profissão, como, por exemplo, a vocação de pedreiro, de carpinteiro, de médico, de engenheiro e outras. Essa compreensão não é, de per si, errada, porque toda profissão é (ou deveria ser) exercida como uma vocação.

 

Num sentido mais preciso, vocação é um chamamento, uma convocação endereçada diretamente a cada pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-a a segui-lo (cf. Mc 2,14). Isso significa que, anterior à nossa inclinação ou decisão, há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: “Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus” (Rom 1, 1).

Vocação é “chamado” e resposta. É uma semente divina ligada a um “sim” humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão “naturais”, mas exigem uma atenção a Deus, para escutá-lo e um “sim” humano, dado com sinceridade e fé. Sem essas duas dimensões, não há vocação verdadeiramente cristã.

Esse chamado pessoal de amor é concretizado no Sacramento do Batismo. Por isso o batismo é o fundamento e a fonte de todas as vocações. É neste chão fértil do batismo, carregado de húmus divino, regado pelo sangue de Cristo, que brotam as vocações específicas, aquelas que cada pessoa recebe. Algumas vocações, como a do casal cristão, do catequista, do animador de comunidade etc, pertencem à dimensão laical da Igreja.  Outras são definidas pela Igreja como vocações de “singular consagração a Deus”, como a vocação de bispo, de sacerdote, de diácono, de religioso e de religiosa.

Toda vocação tem um sentido de serviço. É para servir o Reino de Deus, a Igreja e as pessoas que o Senhor nos chama. Portanto, Deus chama alguém (e todos nós somos chamados) não para satisfazer as necessidades  individuais da pessoa, ou para conceder-lhe um privilégio, mas para servir e ajudar as outras pessoas a se encontrarem com Ele, consigo mesmas e com os outros; ou seja, Ele chama em vista da construção do seu Reino em nosso meio.

Que a celebração do mês vocacional leve cada um de nós a responder constantemente o “sim” ao chamado de Deus, como fez Maria de Nazaré diante do chamado que recebeu: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim conforme a vossa Palavra” (Lc 1,38).

Foto de Comunicação

Comunicação

Matriz São Francisco

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