Por muitos anos, quem chegava à Igreja Matriz São Francisco de Assis era recebido pela beleza do nosso ipê amarelo, que se tornou cartão-postal, memória e afeto para toda a comunidade. Sob sua sombra, caminhamos apressados para a missa, fizemos fotos, vimos flores amarelas como pequenos raios de sol caindo sobre o pátio.
Cada árvore, assim como nós, vive seu tempo. Há cerca de um ano e meio, após cair fagulhas de um raio, nosso ipê começou a secar e, apesar do cuidado e acompanhamento, sua vida chegou ao fim. Hoje, há risco de queda dos galhos e, por zelo com todos que utilizam o estacionamento, recebemos autorização do IAT para realizar o corte.
Não o retiraremos da nossa história, ele permanece em nossas lembranças, em tantas manhãs douradas que já iluminou. Seu ciclo se completou junto a nós, com beleza e generosidade.
E como a vida continua a florescer, outro ipê será replantado em seu lugar. A semente da esperança segue viva: novas flores virão, novas sombras acolherão nosso povo e a igreja continuará sendo espaço de vida, fé e renovação.
Que o replantio seja sinal de que Deus sempre nos dá recomeços. O ipê que chega é promessa de futuro e florirá tão bonito quanto aquele que marcou nossa caminhada até aqui.
Texto: Marcela Baggio Violada
Imagens: João Paulo Topan Junqueira







